Estilo Rap feminino: Artistas brasileiras e internacionais para ouvir e conhecer


Quem é a maior rapper feminina do Brasil?

Negra Li talvez seja o nome feminino e brasileiro, ainda em plena atividade, mais lembrado da vertente “das antigas” do movimento Rap brasileiro. A paulistana nasceu na Brasilândia, ex-integrante da família RZO (de 1996 a 2004) e até hoje está nas pistas, ampliando seu espaço.

Sendo um ícone de resistência, se destacou no ambiente predominantemente masculino da cena brasileira. Além de sua trajetória como cantora, compositora e dançarina, ela também alcançou a mídia com a carreira de atriz. Vale a pena relembrar sua atuação na minissérie “Antônia”, da Rede Globo – que inclusive busca colocar em evidência a música e o jeito de viver da cultura Hip Hop. Negra Li é uma das artistas rappers mais amadas, talentosas e versáteis da música.

Sempre envolvida com novos projetos e parcerias, de diversos segmentos musicais, é uma representante das mais saudosas da velha escola do gênero Rap no Brasil. Ela está também entre as rappers mais ouvidas no Spotify.

A categoria do rap feminino ainda encontra barreiras para a projeção em grandes mídias, considerado um estilo marginal, e a Negra Li conseguiu respeito e vem contribuindo para a mudança da mentalidade, que de certa forma parece considerar o ambiente hostil, inconveniente ou inadequado para a voz da comunidade feminina.

O Rap ainda esbarra nas dificuldades sociais impostas às mulheres negras e periféricas, por isso, é bem difícil definir critérios para avaliar a ascensão das talentosíssimas representantes do estilo.

 

Foto Negra Li Reprodução Internet

 

Quem é a melhor rapper feminina do mundo?

Claro que para responder a essa pergunta, é necessário recorrer a uma série de conceitos. Mas, ninguém duvida que Lauryn Noel Hill ou ninguém menos do que Lauryn Hill foi a única mulher a figurar na lista Top 10 Melhores Rappers de Todos os Tempos da revista Billboard, que é a maior fonte de referência mundial na construção dos rankings de artistas.

É uma pena que a revista tenha conseguido eleger apenas uma mulher, entre nove homens, dentre tantas possíveis representantes maravilhosas – porque sim, elas movem o mundo musical com sua potência.

Lauryn sempre fez destaque no The Fugees (ápice dos anos 90), e explodiu nas paradas do mundo todo com a canção “Killing me sofly with his song”, atravessando gerações e “Ready or Not”. A potência vocal também eternizou versões como “Turn your lights down low” (do álbum Exodus, 1977), do Rei Bob Marley e The Wailers. Seu álbum solo Miseducation of Lauryn Hill (1998) é repleto de sucessos. Esta é a mulher mundialmente reconhecida como uma eterna rainha e lenda do Rap!

Foto Lauryn Hill Reprodução Internet

Para as métricas da atualidade, a celebridade que caiu nas graças das multidões e da mídia, e é também a mais bem paga do gênero musical é a cantora Nicki Minaj. Ela é considerada o maior fenômeno feminino musical do Rap, e que conseguiu fazer expressiva fortuna como tal. A gente tem um texto falando muito mais detalhadamente da vida e trajetória dela, aqui: Blog Agrafisil - Quem é Nicki Minaj e qual a sua história?

Quem foi a primeira rapper feminina no mundo?

Em 1985, Cheryl James (Salt), Sandra Denton (Peppa) e Deidra Roper (Dj Spirindella) formavam o grupo Salt-n-Pepa. O primeiro grupo de rap a receber discos de ouro e platina, e o feito se deu logo com seu disco de estreia. Além disso, são consideradas as primeiras damas do Rap. Push It é, com certeza, uma das músicas mais emblemáticas e conhecidas, vale a pena conferir o figurino e o clássico balanço do trio, no vídeo!

Foto SaltnPepa Imagem do site Blackfilm.com

A primeira mulher a lançar um álbum solo e completo foi Mc Lyte, e o feito ocorreu em 1989. Poor Georgie e Ruffneck foram as canções mais populares, entre as músicas lançadas. Se você quiser conhecer um pouco mais da vida dela, conferir a discografia e o que tem feito na carreira, vale a pena acessar o site da própria estrela Mc Lyte Now, tudo em inglês. Em 1989 Ruff Neck talvez seja a canção mais conhecida deste álbum.

 

Quem foi a primeira rapper feminina no Brasil?

Em sua discografia, a música Saudade data de 1987 e ela foi “a primeira mulher a fazer um registro fonográfico solo, no estilo RAP”, assim confirma também o site Dia da Música. Sharylaine começou cedo. Filha de pai músico e mãe cantora, ela se envolveu com a música ainda na escola, e com o break junto à crew Gangue Nação Zulu. Criou a Rap Girls com uma prima e em 1989 participou da coletânea Consciência Black.

Engajou sua arte abordando temas de luta social, por meio do Rap e de outras iniciativas culturais, também incentivando a difusão de coletivos. Segundo entrevista para o Yahoo, a inspiração deixada pela escritora Carolina Maria de Jesus está intimamente relacionada à sua visão artística e de mundo. Ela é feminista e fala sobre a presença da mulher no cenário do Rap:

“Em 1993, quando eu já fazia rap há sete anos, a presença da mulher ainda era considerada uma novidade – e isso se mantém até hoje. O foco se mantém na figura masculina”, argumenta.”

Foto Sharylane do Site Polifonia Periférica

Seu legado não ficou no passado, pois ela não para! Dá uma conferida no clipe Livre no Mundo, do álbum Sharylaine no Stúdio Show Livre (Ao Vivo), disponível no Youtube.

Cabe apontar também como pioneira do ritmo a cantora Dina Di – cuja carreira teve início em 1989. Mulher que também contribuiu para o reconhecimento das mulheres na cena. Ela foi líder do grupo de rap Visão de Rua, e faleceu em 2010 aos 34 anos em decorrência de uma infecção hospitalar. Um dos hits que introduziu sua presença popularmente foi A noiva do Chuck.

 

Roupas de rap feminino onde comprar?

Existem muitas marcas especializadas na cultura e no modo de se vestir dos rappers, para todos os gostos e bolsos. Não faltam referências no modo de se vestir. A loja Agrafisil nasceu da cultura Hip Hop e há décadas investe na criação baseada em conceitos e referências desse movimento. Você pode encontrar diversos artigos que celebram os conceitos de liberdade, conforto e estilo numa linguagem própria.

A loja traz opções de vestimentas que articulam com a cultura urbana do Rap e do Hip-Hop. São peças variadas para um look completo, como calças, camisetas, baby look, vestidos e os melhores bonés, fabricados por quem realmente entende do assunto. Alguns artigos podem passar por processos artesanais e customizações. Se você realmente se identifica com o estilo rap feminino, as opções encontradas na loja da Agrafisil “é” sem erro!

 

Meninas estilo Trap?

O Trap é um subgênero musical do Rap, cuja estética faz relacionar aos conceitos de optar pela liberdade, ainda que soe como rebeldia, desafiando algumas convenções. Em inglês, a palavra “trap” significa “armadilha” ou “cilada”. E por óbvio que a mensagem do Trap não está só nas batidas, nem mesmo apenas nas rimas e recados mandados agilmente nas letras.

As roupas preferencialmente utilizadas por quem promove o estilo também trazem uma expressão única, o desalinhamento ocasional na melodia, também pode aparecer nas roupas, e andam na contramão das tendências. Veja alguns exemplos da vestimenta ao estilo trap.

 

Pinterest

 

Jaquetas largas com ou sem padrões de estampa, acessórios nem sempre tão delicados, boné e camiseta. A ideia aqui é se vestir sem grandes preocupações de se encaixar num padrão estético.

Um visual que não deve satisfações a ninguém. Pode utilizar de elementos que remetem às atividades esportivas que fazem parte do dia a dia da pessoa, uma forma despreocupada (ou com um “quê” de desprezo pela expectativa alheia) de combinar as peças casuais e esportivas, consideradas “masculinas”. Afinal de contas, a feminilidade é uma construção social e não uma condição para ser mulher.

 

Pinterest

 

As toucas podem compor um visual bem pesado e urbano. Croppeds colados ao corpo costumam contrastar com as calças largas ou volumosas, muitas vezes com vários bolsos ou adereços. Um visual que remete ao streetwear, bem largado e com balanço.

 

Foto MC Soffia Instagram

 

Acima, a Mc Soffia aparece numa versão trap bem autêntica, como ela! Combina um colete mais “folgado”, com certo brilho e cor de destaque, jogado por cima do top preto. A calça também é larga e com elástico, daquelas que deixam os movimentos bem “à vontade”. O top justo e as luvas pretas fazem contrapeso com as peças roxas. O peso fica por conta dos acessórios no pescoço e o colo à mostra. O óculos de design pequeno e de cor intensa completa o look! É muito estilo pra uma pessoa só!

 

Rappers Mulheres Poderosas e Estilosas

Vamos falar agora de algumas mulheres do rap nacional, poderosas e estilosas, para você colocar no seu radar e no seu headfone.

 

Drik Barbosa

A artista Drik Barbosa merece o topo da lista, como um dos nomes em evidência no segmento. Dona de um freestyle pertinente ao flow, rimas autorais e potência de palco, se traduz em uma das grandes promessas de representatividade para o rap nacional feminino. A rapper de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, compõe desde os seus 14 anos e brilhou diferente na Batalha do Santa Cruz

 

Foto Drik Barbosa Instagram

 

Suas primeiras aparições com outros artistas despertaram o interesse do público e projetaram novas parcerias, assim como projetos solo. Confira no link a seguir o videoclipe Luz, com a performance de Drik e participação de Rael e Emicida. A produção Quem tem joga, disponível no Youtube, traz ainda as rappers Drik Barbosa, Karol Konká e Gloria Groove. Com quase 7 milhões de visualizações, é uma degustação de como “essas mina é monstra”.

 

Foto Karol Conka Glória Groove Drik Barbosa Marie Claire

 

Flora Matos

Uma das artistas que cresce no Brasil é a brasiliense Flora Matos, ainda que o nosso business não seja tão glamoroso para o diálogo com o Rap feminino. O cenário para a mulher rapper ainda não é o mesmo que projeta os versos, graves e rimas dos homens. Também ainda não se viu celebrado e rentável como o Pop ou o Funk Carioca, mas Flora ganhou admiração.

Ela decolou sua carreira de forma independente, chegando a promover suas canções fora do país. Começou a ganhar popularidade quando sua música “Pretin”, lançada em 2011, fez parte da trilha sonora da novela Malhação – Sonhos (em 2014-2015). Em 2017, Flora lançou – de forma 100% independente, o álbum “Eletrocardiograma”.

Na obra ela mostra mais uma vez porque é uma das principais MCs na cultura Rap do Brasil, conforme é referenciada em seu site: “Flora Matos literalmente deita e rola no Trap, sem botar banca, sem fazer cara de má, apenas faz música. O jeito gangsta romântico de cantar...”. O hit Preta da Quebrada” já alcançou mais de 17 milhões de views em seu canal do Youtube. Vale a pena conferir também seu novo single “I love you”, disponível no Spotfy (clica aqui).

 

Foto Flora Matos Reprodução Internet

 

Mc Soffia

Soffia Gomes da Rocha Gregório Correia é simplesmente habilidosa e deslumbrante! Mais conhecida como MC Soffia é uma artista prodígio rapper, cantora e compositora brasileira. Não tem como não se apaixonar pela garotinha que te encara firme no clipe, e que, com toda aquela lindeza, desfere um soco no estômago de muita gente.

Talvez essa seja uma das formas mais eficazes de tentar traduzir o conceito do trap: acessa o clipe da “fera” e confere seu primeiro hit clicando aqui ó: “Menina Pretinha”. A produção teve apoio do Prêmio Hip Hop – Funarte. A garota Soffia ficou conhecida em 2016, aos 11 anos, trazendo uma ideia muito diferente da cultura colonizadora do consumo. As letras de suas canções falam sobre distorções sociais graves, como preconceito, racismo, machismo e incentivam outras garotas a se amarem do jeito que são. E ela vem crescendo e nos surpreendendo, cada dia mais empoderada.

 

Foto MC Soffia

 

Ela é a responsável por canções intituladas como Meu lugar de fala, Minha Rapunzel tem Dread, É o Hype. A rapper brasileira MC Soffia, ganhou o prêmio CLAIFF23*, na categoria Melhor Vídeo Musical, seu primeiro prêmio internacional (na sexta-feira, 18 de junho de 2021).

Também já se apresentou em grandes eventos, como a Virada Cultural de São Paulo e o Festival Afro-Latinidades, em Brasília, Feira Preta, Indicada no Best Awards 2018 na categoria Artista Revelação Internacional, gravou o single “É o Hype nos estúdios da VEVO em New York, gravou feat com Madame Gandhi (EUA) e Drik Barbosa, Participou do She’s My Hero em Los Angeles,Dancing Brasil Júnior, programas de TV nacionais, recebeu prêmios e foi capa de revistas nacionais de grande circulação,

tem letras de músicas em livros didáticos, realizou shows e gravou clipes com artistas em destaque no cenário nacional. Alguém tem algum grão de dúvida de que ela vai ainda mais longe?

*23º Cine Las Americas International Film Festival anual.

 

Preta Rara

O próximo destaque vai para uma Preta Rara! Rapper, turbanista, professora de história, modelo Plus Size, poetisa, idealizadora da página Eu Empregada Doméstica e proprietária da marca “Audácia Afro Moda”.

É assim que se descreve a santista Joyce Ferreira, a Preta Rara, em um espaço reservado para ela no site Mídia Ninja. Como rapper, Joyce fundou o grupo Tarja Preta aos 20 anos. Além de ser uma mulher multiprofissional como vimos acima, ela também é escritora e tem o título de apresentadora do programa Talk Five na Rede Globo! Vale a pena escutar inteirinho seu álbum Audácia (2015).


 

Imagem Preta Rara Site CCJ Prefeitura SP


 

Tássia Reis

E de Jacareí, interior de São Paulo, surgiu a rapper Tássia dos Reis Santos. Ela deu o ar de sua graça em 2014, com o lançamento do EP “Tássia Reis”. A artista disponibilizou agora em setembro de 2021 a música Shonda D+ em diversas plataformas digitais, o vídeo traz um feat com Urias, Preta Ary e Evehive – um visual bem divertido, e um ritmo que conversa com outros ritmos, por sinal.

 

 

 Foto: Tássia Reis Site letras.mus.br

 

São muitos nomes para quem queira conhecer e ampliar suas referências sobre o rap feminino no Brasil, não apenas sobre repertório musical, mas como referencial de estilo, atitude e ideologias: Karol Conká que trouxe o sul do país para o centro da roda (e também esteve em evidência após sua polêmica participação no programa Big Brother Brasil).

Vale conferir a trajetória de Bárbara Bivolt, que conquistou uma indicação ao Grammy em 2020 pelo clipe de Cubana, sendo a primeira mulher rapper contratada da Som Livre - já gravou com Djonga e entre uma das suas participações mais divulgadas está o feat Cafuzo Pão com ovo. Tem também o projeto de peso intitulado Psicopretas (volume I e volume II) que busca projetar muita gente boa, de rima afiada e visão social, tocando o dedo na ferida sem dó.

O projeto segue mostrando a potência da linguagem da nossa nação feminina do Rap: Danna Lisboa, Bia Doxum, Anarka, Dory de Oliveira, Cris SNJ, Izalú, Gabi Nyarai, Alinega, Meg Tmthc, Sistah Chilli, Monna Brutal.

Qual a sua estilera e rapper favorita? Sentiu falta de alguma mina rapper por aqui? Manda um salve pra gente, como sugestão!

 

 

 

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