Funk tudo sobre

 

Funk



O funk carioca surgiu ainda na década de 70, vindo dos Estados Unidos. Era um estilo que misturava jazz e estilos musicais africanos. Inicialmente era produzido e escutado principalmente por negros tanto no país norte-americano, quanto por aqui. Tanto que o movimento que trouxe o ritmo para cá ficou conhecido como “Black Rio” e exaltava especialmente o orgulho da negritude.

 


 

No Brasil, ele começa a se destacar especialmente no subúrbio carioca e depois chega à Zona Sul, através principalmente da casa de espetáculos Canecão, que ficava localizada em Botafogo. Exatamente por chegar ao Rio de Janeiro, que passamos a conhecer o ritmo como o funk carioca.


Isso porque além de ser a porta de entrada no país, foi também no Estado e especialmente na cidade do Rio que ele foi passando pelas primeiras transformações. Pois primeiramente as letras ainda eram todas em inglês. Somente anos depois que passaram a ser feitas versões em português, normalmente adaptando a letra original.
 

Misturando o orgulho da negritude, o movimento da dança e o som, o funk fez sucesso logo de início, mesmo tendo que enfrentar forte resistência no país, principalmente com as constantes tentativas de criminalizá-lo. 

 



DJ Marlboro
 


Uma peça importantíssima para o sucesso do funk foi DJ Marlboro. Fernando Luís Mattos da Matta nasceu no Rio de Janeiro, em 1963 e com 26 anos lançou o disco Funk Brasil. Era já a primeira grande transformação do funk carioca, com letras em português e especialmente com paródias das versões em inglês. Isso foi fundamental para o processo de nacionalização do funk

 



Furacão 2000



Igualmente importante na caminhada de popularização do funk, a Furacão 2000 elevou o nível do ritmo e atuou na revelação de muitos artistas do gênero. O grupo, que é produtora, gravadora e equipe de som, nasceu da fusão da Som 2000, de Rômulo Costa, e a Guarani 2000, de Gilberto Guarani. A versão original surgiu ainda em 1975.

 



 



Funk Antigo


 

Só que o sucesso mesmo só começaria nos anos 90, quando lançou artistas como MC William e Duda, Claudinho e Buchecha, Cidinho e Doca, Latino, MC Danda e Tafarel, Mc Júnior e Leonardo entre muitos outros. Neste momento, as letras representavam principalmente a desigualdade e a discriminação social e racial no Rio de Janeiro.
 

 

Na virada para os anos 2000, o grupo passou a trazer um outro estilo, com letras de maior apelo sexual e mais descontraídas. Nesta nova onda foram mais dezenas de artistas que se consagraram, como Hawaianos, Bonde do Tigrão, MC Serginho e Lacraia, Tati Quebra-Barraco, MC Sabrina, Perlla, Valesca Popozuda e até Anitta.


O que o funk busca representar? o de sp e RJ



Desde o começo o funk surge como uma forma de trazer representatividade, especialmente os pobres e negros. As pessoas tinham orgulho de apresentar suas roupas, suas danças e principalmente suas características sociais. Isso porque o funk do Rio de Janeiro aparece exatamente mostrando a realidade desse público. Desde as experiências no baile, a amizade passando pela violência, a pobreza e as dificuldades da vida. 

 

Só que em meio a tudo isso, o funk carioca também sempre buscou trazer um lado cômico e de diversão nas letras. Isso desde o primeiro MC de funk da história, o MC Abdullah. Desta forma a Cultura do funk sempre uniu uma força local, de divulgação desta realidade com o orgulho de suas características.

 

Mais recentemente apareceu em São Paulo uma versão diferente, mais voltada para o que ficou conhecido como funk ostentação. As histórias do local e do contexto social foram substituídas por uma exaltação a dinheiro, carros e outras atividades de consumo. 

 

Por que? o preconceito contra o funk?
 

Ao longo da história o funk sempre foi muito marginalizado, além de diversas tentativas de criminalizá-lo. Isso ocorre principalmente porque o ritmo surge em especial nas áreas pobres. Portanto, o preconceito em torno do gênero estava ligado na verdade a discriminação com as pessoas. Algo similar ao que ocorreu com o samba décadas antes. Por ser uma música feita em grande escala por pretos e para pretos, muitos foram os que tentaram tratar como um som de baixa qualidade.

 

Além disso, por ser produzido e apresentado em áreas dominadas pelo tráfico e trazer letras que falavam sobre as drogas, muitos também passaram a tratar o som como uma apologia, porém, trata-se da exposição de uma realidade. 

 

No entanto, na verdade, o funk cultural representa uma alternativa para os jovens da favela. Eles passaram a ver um caminho para atingir fama, sucesso e dinheiro. Se sentiram também ouvidos. Era como se a música pudesse ser o grito de indignação e resistência que chegariam a outros cantos e a mais ouvintes.

 

Com o passar do tempo podemos dizer que hoje o preconceito é um pouco menor. Embora ainda exista e seja alvo de massacres e ataques das forças do Estado. Porém, este começo de aceitação acontece muito pelas transformações que foram ocorrendo, alcançando novos públicos e também pelas parcerias com outros ritmos.

 



Quais as vestimentas do funk?
 



Só que um ponto fundamental quando o assunto é funk é falar das roupas. Poucos estilos são tão determinantes para ditar uma vestimenta específica como este gênero. Afinal, trata-se de um ritmo que precisa aliar conforto e sensualidade.

Mas para falar deste tema é preciso começar pela tradicional “calça da gang”. A peça era tão utilizada que virou música com o trecho “calça da gang toda mulher quer…”. Isso porque além de exaltar o corpo feminino, a calça não atrapalhava os movimentos e todas conseguiam dançar livremente. 

 

Só que muitas outras peças também são muito utilizadas, como shorts e bermudas leves. Isso porque, por se tratar de um ritmo que exigia muito movimento, é importantíssimo que sejam utilizadas vestimentas soltas. Na parte de cima, blusas soltas, tops e regatas ditam a moda.

 

Mas como o funk passou por transformações, as roupas também. Principalmente em especial com os funkeiros mais recentes e do ritmo ostentação. Isso porque eles precisam mostrar os trajes exatamente o que expõem nas músicas, o que causam também mudanças e a adoção de cada vez mais roupas de grifes. Jaquetas, tênis e camisas estampadas, de marcas famosas como Gucci e Balenciaga, por exemplo.

 

Neste visual se destaca principalmente o movimento Off-White. A marca é uma das mais famosas no meio e surgiu associada ao hip hop e o grafite nos Estados Unidos e no Brasil pegou este público do funk. O sucesso é tão grande que a Off-White tem desbancado marcas tradicionais do topo das mais procuradas.
 



KondZilla a história



Mais recentemente outro personagem impactante para o funk atende pelo nome de KondZilla. Estamos falando na verdade de Konrad Dantas, um empresário, produtor e diretor de criação. Ele hoje é o principal responsável pela produção de clipes deste ritmo. Cantores como Lexa, Kevinho, MC Fioti, Kekel e muitos outros contam com esta parceria. 


 



 

O sucesso é tão grande que hoje o canal KondZilla é o maior canal brasileiro no youtube, com 64 milhões de inscritos. Graças a este alcance muitos artistas foram revelados e músicas ficaram famosas em todo o território nacional, como “olha a explosão” e “Bum bum tan tan”, que tiveram mais de 1 bilhão de visualizações.

Portanto, podemos dizer que assim como a Furacão 2000 no passado, o KondZilla conseguiu levar o funk além da territorialidade, mas com a velocidade da internet fez isso de forma mais rápida. Sem dúvidas um grande nome na história do funk.


GR6
 

Outra marca famosa e fundamental para esta nova onda do Funk é a GR6. Trata-se de uma empresa que se apresenta como a responsável por promover a conexão entre a música e a periferia através do funk.

A produtora foi criada por Rodrigo GR6, que começou a trajetória no funk organizando festas e depois passou a empresariar em 2011 grandes nomes do ritmo, como os artistas Livinho, MC Don Juan, G15 e muitos outros. Segundo o dono, Rodrigo Oliveira, já foram mais de 100 cantores.
 

 



 


Baile Funk 

O grande diferencial da GR6 foi a profissionalização do agenciamento de carreira. Situação que abriu mais portas e possibilitou que os artistas chegassem em locais que antes eram ocupados apenas por outros gêneros. 

 

A fonte de lucro passa também pela mesma plataforma de KondZilla e hoje já são mais de 34 milhões de inscritos no canal do youtube. Clipes de “Hoje eu vou parar na gaiola”, “Fazer falta” e “Lei do retorno” passaram de 250 milhões de visualizações.




Anitta e Ludmilla disputam pelo protagonismo a rivalidade.


Só que não dá para falar deste novo momento do funk sem comentar sobre Anitta e Ludmilla. São os dois grandes nomes do ritmo na atualidade. É bem verdade que atualmente ambos já tenham migrado um pouco para outros estilos.

Anitta canta muitas músicas com mais proximidade ao pop e Ludmilla fez um disco de samba. No entanto, nenhuma das duas se distanciaram do funk. 

As duas surgiram quase que em um mesmo momento. Anitta aparece em 2011, como MC Anitta, cantando pela Furacão e vence o prêmio de “Revelação do Funk” ao cantar a música “Eu vou ficar”. Em menos de dois anos a cantora já estava estourada e fazendo shows por todo o Brasil e nos principais palcos.
 

A partir de 2017 viria um novo salto, com o começo da carreira internacional, com músicas em inglês, espanhol e muitas parcerias. Anitta também passaria a atuar como empresária e colocaria o rosto em diversas marcas.

 

O sucesso de Ludmilla ocorreu neste mesmo período. Ela começa chamando a atenção no youtube, ainda como MC Beyoncé, em 2012. Dois anos depois já com o nome de batismo começa a estourar com diversos sucessos como “Sem querer”, que foi o que passou a abrir mais portas. 

 


 

Em 2019, Ludmilla também lançou músicas com parceiros internacionais e se consolidou ainda mais como um sucesso. Porém, embora as duas atuem no mesmo ritmo, a relação entre elas está longe de ser amistosa. Muito pelo contrário na verdade. Ludmilla e Anitta não se dão bem, o que acaba aumentando a rivalidade entre os fãs das duas cantoras.

Tanto que hoje as trocas de farpas entre as duas ao menos publicamente acabaram, porém, a briga entre os defensores de uma e de outra, com indiretas e ironias segue nas redes.
 



Funk usado no sertanejo com colabes de artistas aproveitando o sucesso dos mcs e músicas.
 



Anitta também foi responsável pela aproximação do funk com outros ritmos. Foram muitas parcerias com diversos cantores de estilos diferentes, em especial o sertanejo. Com Simone e Simaria, gravou “Loka”, depois “Você Partiu meu Coração" com Nego do Borel e parceria com Wesley Safadão, entre outras.

 

Só que estas colabes não se resumiram à Anitta. Mc Kevinho, MC Bin Laden, MC Don Juan, MC Guimê, MR Catra e muitos outros também produziram música com cantores sertanejos.Trata-se de um movimento em que os dois grupos ganham muito com isso. Afinal, embora ambos já estejam presentes nacionalmente, o funk larga principalmente do sudeste, enquanto o sertanejo vem do centro-oeste. Com estas músicas um público começa a se interessar pelo outro, o que facilita especialmente na organização de grandes festivais nacionais.
 



Outros estilos de funk

 

Hoje existem muitos mais estilos de funks presentes no Brasil do que apenas o funk carioca que começou a se destacar nos anos 90.
 



- funk ostentação
- funknejo
- bregafunk
- Melody
- funk pop
- Rave-funk
- 150bpm.



 

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