Rappers de Nova York

Lista dos Melhores Rappers de Nova York

 


 

Hoje o blog da Agrafisil vem compartilhar com vocês uma visão sobre o Rap!  Nós nem sempre ficamos sabendo dos mecanismos por trás de alguns indicadores sobre o sucesso de artistas e suas produções, esses parâmetros nem sempre estão ao alcance do público. Mas as votações populares também podem servir como um bom termômetro. E por meio delas, inclusive, podemos conhecer novidades que nem sempre são veiculadas pela mídia tradicional e reviver momentos históricos, compartilhando de uma boa nostalgia.

 

Uma sugestão para quem curte o Rap é a interação com os internautas, e votações populares, como a promovida pelo site Ranker. Por lá, todos votam e você também pode votar nas listagens. Os dados são contabilizados a todo o momento, assim que as pessoas registram seu voto.

 

A cultura popular do Hip Hop – que nos trouxe o RAP, muitas vezes andou na contramão da mídia tradicional, principalmente no início, o que gera muito conteúdo e interesse a respeito das raízes e manifestações desse movimento. E por isso, vamos falar um pouco da relação que se faz entre a raiz do Rap e a cidade de Nova York.



Você já prestou atenção à letra da música “New York”, da rainha Alicia Keys feat rei Jay Z? Se não, vamos deixar abaixo para você conferir. Sem dúvida esta letra traduziu o sonho de muitos artistas do Hip Hop: conseguir o sucesso e desfrutar dele na metrópole de concreto que é NY.


“Nova York A selva de pedra do que os sonhos são feitos Não há nada que você não possa fazer Agora você está em Nova York Essas ruas vão fazer você se sentir novo em folha As grandes luzes vão te inspirar Salva de palmas para Nova York, Nova York, Nova York” - Alicia Keys


A atmosfera explorada por Alicia Keys, na letra de “New York”, não parece ser apenas uma questão “geográfica”.

Imagem Nova York Hypeness

Nova York como palco do movimento HIP HOP e do RAP
 

Na década de 70, os bairros periféricos de Nova York eram muito estigmatizados, pois abrigavam famílias mais pobres e marginalizadas, negros e imigrantes. Muitos deles acabaram se tornando um refúgio para gangues de rua, com muitos problemas sociais dificultando a vida dos jovens. Nestes cenários foi que começaram a se manifestar atividades envolvendo o grafite, o break e o rap – poesia, crítica social, participação política e reconstrução das histórias contadas nos livros oficiais.



A princípio, estas linguagens eram usadas por gangues, com a finalidade de demarcar território ou competir com os demais. A iniciativa de desvincular estas poderosas expressões de práticas perigosas e usá-las para o fortalecimento da comunidade foi uma grande iniciativa atribuída ao artista Afrika Bambaata.


Há discussões em torno de influência jamaicana e outras vertentes para o conjunto de expressões que começaram a eclodir. Tanto foi positivo, que a revista Billboard publicou um artigo sobre o movimento bombástico dos B Beats que agitava o Bronx, citando o DJ Kool Herc – que estava criando interações entre sua atividade e outras expressões do movimento.

Imagem Site Vulture
 

O rap na década de 80
 

A cultura Hip Hop começou a tomar outras proporções e começou a ganhar uma nova forma na década de 1980. Este momento promoveu o Rap para o primeiro plano dos negócios de entretenimento.


Muitas músicas de sucesso foram produzidas nesta década, sendo que o videoclipe também se tornou um meio de difusão importante na repercussão do gênero, contemplando diversos elementos da cultura, assim como o estilo de se vestir, dançar e se expressar.


Mas a realidade urbana, da gênese do movimento, muitas vezes era maquiada ou adaptada para cenários mais refinados. Artistas do mesmo estilo começaram a surgir também fora dos perímetros que iniciaram o movimento.

Só para citar alguns artistas ligados a NY, que promoveram grande impacto em diversos períodos em meio a outros, podemos citar:

·      



                Grandmaster Caz (1979)

·         Kurtis Blow (1980)

·         Melle Mel (1981-82)

·         Run (1983-84)

·         Roxanne Shante (1984)

·         LL Cool J (1985)

·         KRS-One (1986-87)

·         Rakim (1987)

·         Slick Rick (1988)

·         Chuck D (1989-90)


 

O rap na década de 90
 

A década de 90 foi um período de grande fortalecimento e difusão do RAP, ao passo que a “pegada” foi se espalhando pelos continentes e recebendo ampla identificação do público.


O show business norte americano também aproveitou a grande aderência e expressão do movimento, investindo pesado em obras audiovisuais, tanto em tendências de videoclipes como no cinema. Will Smith iniciou sua carreira na Filadélfia e ficou milionário ainda como o rapper Fresh Prince, muito embora fosse um garoto de classe média,


isso só prova como o rap começou a se espalhar. Tempos depois, o cantor representava o garoto de periferia que vivia com seu tio rico em Beverly Hills no seriado Um maluco no pedaço em 1990, e seis anos depois protagonizou a superprodução Homens de Preto nos Cinemas.


Aqui no Brasil, quem curtia o movimento, provavelmente vai se lembrar da febre das produções importadas como o filme Mentes Perigosas, de 1996, que trazia Michelle Pfeiffer como protagonista – e aqui, cabe uma longa discussão do protagonismo branco.


A ex-mililtar vira professora, e se envolve no processo de transformação social de garotos rebeldes, marginalizados, cercados por uma realidade devastadora de drogas, violência e descaso. E também deve se lembrar do CD Dinamite 98 e as demais coletâneas que traziam sucessos internacionais. A pirataria e a internet começam a fervilhar.

 

 

 

Imagem CD Dinamite 98  Internet

Alguns nomes relacionados aos rappers de Nova York foram destacados a seguir, embora a fonte não tenha a pretensão de determinar protagonismo exclusivo, por terem despertado os holofotes para si em momentos bastante pontuais:
 

·         Rakim (1991)

·         Kool G Rap (1992)

·         Q-Tip (1993)

·         Nas (1994)

·         The Notorious B.I.G. (1995-97)

·         Vacancy (1997)

·         DMX (1998)

·         Jay-Z (1999-01)

 

O rap a partir do ano 2000

 

Subgêneros foram surgindo, englobando temáticas e o público começando a consumir cada vez mais a arte do subúrbio e a cultura da rua. Os principais veículos muitas vezes buscavam tornar alguns formatos mais palatáveis (pop) possíveis para agradar o paladar delicado da crítica, até romantizando traços sociais e a raiz do movimento. Ainda assim, o rap sempre buscou se pronunciar.
 

No Brasil, os anos 2000 são marcados pelo surgimento do fenômeno Racionais MC. Em 2001, Sabotage lança “Rap é Compromisso” e se torna um hino. O grupo RZO marca presença na cena e descobrimos a Negra Li. O filme “Carandiru” e “Antônia” também ganham projeção nacional, como bem lembra a matéria do site Red Bull. Quem curtia o movimento no Brasil, certamente vai se lembrar do CD Furacão 2000.
 

E o rap que foi desenrolando em Nova York já faz 40 anos, muito mais poderoso e influente em sua própria essência. A indústria musical também traz novas tecnologias. A experiência musical tem outras histórias para contar e artistas começam a incluir estilos e influências cada vez mais variadas em suas produções. É um novo milênio.


As produções cinematográficas e musicais podem ser cada vez mais eloquentes, densas e sofisticadas. Alguns rappers de peso começaram a protestar (inclusive em suas canções), sobre como o movimento estava se sujeitando às adequações comerciais e perdendo sua autenticidade.


A preocupação girava em torno de que outros subgêneros acabavam “traindo” o movimento “raiz” iniciado em Nova York. Rappers apontavam para uma tendência à “domesticação” pelas demandas comerciais. Alguns representantes ficam ainda mais evidentes, com marcação pesada:

 

·         Nas (2001-02)

·         50 Cent (2003-04)

·         Cam’ron (2005)

·         Ghostface Killah (2006)

·         Max B (2007-08)

·         Vacancy (2009)

·         Roc Marciano (2010)

 

Os CDs começam a ficar obsoletos, smartphones começam a apresentar diversas funções, aplicativos de músicas (o Youtube é o maior deles) e a disputa por qualidade das mídias é crescente. A década de 2010 tem mantido o Hip Hop em constante difusão.


Movimentos sociais, não apenas em Nova York, mas no mundo todo, trazem novas perspectivas e pautas para o rap, como a presença de mais mulheres na cena. As novidades não param de crescer, e alguns nomes figuram no top das plataformas:


 

·         A$AP Rocky (2011-12)

·         French Montana (2013)

·         Bobby Shmurda (2014)

·         Nicki Minaj (2015)

·         Ka (2016)

·         Cardi B (2017-18)

·         Pop Smoke (2019)

·         Vacancy (2020-Present)
 

A década de 2020 já possui mídias digitais bem estabelecidas, numa confluência absurda com seus públicos, com as redes sociais e plataformas musicais proporcionando compartilhamento em massa!


O algoritmo e as métricas das redes sociais passam a fazer mais sentido com o relativo aumento da inclusão digital. Há uma descentralização de algumas mídias e flexibilização da programação personalizada: você não precisa mais esperar o horário do seu programa favorito de rádio ou tv, está tudo a um clique. A internet tem permitido muito trocas rápidas de ideias, colaborações inusitadas entre nichos (como a moda e o esporte) ao redor do globo.


Até mesmo shows virtuais se tornaram possíveis, em função de uma pandemia mundial. Muitas fusões culturais e cruzamentos de diferentes realidades. Houve um surgimento exponencial de plataformas de streaming de música, tais como Spotify, Deezer, SoundClound, AppleMusic, Youtube Music, etc. Vamos acompanhando as novidades, já que: “O espírito do hip-hop de Nova York é eterno. Cabeças de verdade sabem.” Craig Jenkins


 

Rappers de Nova York

A gente escolhe a lista do site Ranker, dos melhores rappers de nova York para reproduzir e deixar para você comentar por aqui. A lista traz apenas rappers famosos que nasceram ou iniciaram a sua carreira em Nova York, e estava com 115,7 mil votos, 34 mil leitores e 308,3 mil visualizações no momento em que era escrita esta publicação.

Posições:

#1 A primeira posição traz The Notorius B.I.G. com quase 5 mil votos.

#2 Colado ao topo, o rapper eleito na segunda posição é o Nas.

#3 Em seguida, o terceiro lugar do ranking ficou com Jay-Z.

#4 A irreverência do 50 Cent aparece no quarto lugar!

#5 O Clã Wu-Tang em , com seu rap ácido em forma de kung fu.

#6 DMX

#7 Rakim

#8 Method Man

#9 Big L

#10 Eric B. & Rakin

#11 Tupas Shakur

#12 Mos Def

#13 Big Pun

#14 Jadakiss

#15 A Tribe Called Quest

#16 Busta Rhymes

#17 MF Doom

#18 A$AP Rocky

#19 Lauryn Hill

#20 Fabolous

#21 Ghostface Killah

#22 LL Cool J

#23 Prodigy

#24 Raekwon

#25 Run – DMC

#26 KRS-One

#27 Public Enemy

#28 Slick Rick

#29 Joey Bada$$

#30 A Boogie wit da Hoodie

#31 GZA

#32 0l´Dirty Bastard

#33 Big Daddy Kane

#34 A$AP Ferg

#35 Fat Joe

#36 Q-Tip

#37 Cam´Ron

#38 Talib Kweli

#39 RZA

#40 Lloyd Banks

#41 Styles P

#42 Beastie Boys

#43 EPMD

#44 Inspectah Deck

#45 Nicki Minaj

#46 Pop Smoke

#47 De La Soul

#48 Mobb Deep

#49 Method Mand Redman

#50 Grandmaster Flash and the Furious Five
 

Ufa! Você sabia que existe um museu do Hip Hop no Bronx, e se chama Universal Hip-Hop Museum? Idealizado por Afrika Bambaataa, Kurtis Blow e Grand Master Melly Mel, o intuito é preservar e celebrar a origem do movimento e suas raízes - o subúrbio de Nova York. O espaço já funciona com um Centro de Educação que oferece cursos, oficinas, palestras e diversos eventos educacionais, presenciais e virtuais. O acervo do museu e as coleções estão sendo adquiridos, segundo o site do próprio museu UHHM.ORG.



Referências

The Ringer

https://www.theringer.com/2021/11/22/22795285/best-rapper-new-york-kings-queens-dmx-notorious-big-nas-jay-zKulture Vulturezhttps://www.kulturevulturez.com/new-york-hip-hop-history/
Vulturehttps://www.vulture.com/article/new-york-rap-songs-ranked.html
Redbullhttps://www.redbull.com/br-pt/music/rap-no-Brasil-anos-2000
XXLhttps://www.xxlmag.com/hip-hop-in-the-2000s/ Ranker Best New York Rappershttps://www.ranker.com/list/best-new-york-rappers/ranker-hip-hop?ref=collections_btm&l=2768196&collectionId=88 Breaking World ttps://breakingworld.com.br/2020/07/03/2020-07-03-em-2023-hip-hop-vai-ganhar-museu-no-bronx-em-nova-york/Universal Hip-Hop Museum https://uhhm.org/


 

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