Tudo sobre o seriado “Todo mundo odeia o Cris”

 

Foto Reprodução

 

“Everybody hates Chris...” é a frase vocalizada como uma canção e seguida por uma batida sonora que anuncia a abertura do seriado Todo Mundo Odeia o Cris. E então somos convidados a acompanhar bem de pertinho as interações de uma família negra, suburbana do Brooklyn dos anos 80. As tramas retratadas neste seriado são baseadas nas memórias de infância e adolescência do comediante Chris Rock, que nasceu em 1965 – na Carolina do Sul.


 


 

O elenco e a obra
 

O astro ficou muito famoso por conta de “stand ups”, e redigiu e narrou a série que leva seu nome (protagonizada por Tyler James Williams). Aliás, a narração é em primeira pessoa na voz dele, por ele mesmo. E isto é um dos pontos altos da obra, já que o próprio Chris Rock nos fornece contextos das situações dramatizadas no seriado, exprime alguns pensamentos internos da personagem principal e tece diversos comentários hilários. Esse conjunto torna a produção ainda mais autoral.

Tanto a narração quanto a presença dos personagens principais Rochelle (Tichina Arnold), Julius (Terry Crews), Drew (Tequan Richmond), Tonya (Imani Hakin) e Chris (Tyler James Williams) permanecem inalterados durante os 88 episódios da série (no período de 2005 a 2009). Elementos da cultura Pop dos anos 80 permeiam a produção, trazendo um pouco da cultura Black enraizada no gueto, em contraste com a violência, o preconceito, os problemas familiares e os dilemas da juventude,
 

 


Você sabe o nome de todos os personagens? Conta pra gente nos comentários, se souber! Ainda que a obra tenha sido orientada para a comédia, não se engane: aquela realidade sentida na pele não foi nada engraçada para o autor e protagonista da vida real. Chris Rock escolheu a comédia como forma de processo criativo, e usou isso também sobre os temas doloridos.

Christopher Julius Rock III (esse é o nome completo do Chris) cresceu numa família suburbana junto de seus seis irmãos. Problemas financeiros e a convivência tumultuada foram elementos presentes na dinâmica familiar, bem como o racismo sofrido fora dela. O pai de Chris morreu com 56 anos, e a família se viu diante de muitas dificuldades. A série se passa apenas até 1987, quando seu pai ainda estava vivo.

 

A casa onde foi filmada a série
 

O cenário visto na filmagem é muito convincente para o nosso imaginário, tanto que muita gente não sabe que a série não foi filmada no bairro nem na casa onde o verdadeiro Chris viveu. As filmagens ocorreram num estúdio da Califórnia!
 

 
 

Imagem :: Youtube Canal Patrick Lopes
 

O canal do Patrick Lopes (Fotógrafo, Guia turístico, Criador de conteúdo) esteve na casa e bairro do seriado Todo Mundo Odeia o Cris, na famosa BedStuy.

Para se situar melhor, vejamos: Nova York tem 4 (quatro) distritos. Um deles é o distrito do Brooklyn, no qual fica o bairro BedStuy Bedford-Stuyvesant. O bairro foi nomeado por Peter Stuyvesant, que seria o proprietário original daquelas terras. O título do vídeo traz o anúncio da aventura, e pretende esclarecer se o tour pode ou não ser “perigoso”. Em dado momento, o youtuber menciona “só doido vai”.

Isso tem uma razão de ser: segundo o site The Bridge Brooklin Breaking News, a configuração do bairro promoveu, por décadas, a ideia “de miséria negra, sem esperança, ruas mesquinhas, conjuntos habitacionais mesquinhos e uma taxa de homicídios que fazia os repórteres buscarem metáforas de guerra.”. 

 

História do bairro, migração e gentrificação.
 

Segundo os visitantes, os prédios foram construídos em 1899. O The Bridge diz ainda que, as construções e a estrutura adjacente foram realizadas pela classe média alta alemã – com uma arquitetura bastante charmosa.

Os alemães teriam migrado do bairro entre as duas guerras mundiais, quando o espaço passou a ser ocupado por trabalhadores judeus, italianos, irlandeses e outros. Antes do período da Grande Depressão, a presença de negros no Brooklin era pouco expressiva.

Crises econômicas e sociais afetaram a especulação imobiliária, a capacidade financeira de investimentos em manutenção e até mesmo os fluxos de migração das comunidades.

Na década de 60, a prevalência de afrodescendentes chegava a 74%. Diversas dinâmicas resultaram no fenômeno da “gentrificação” (que é a modificação do espaço urbano, tendo em vista os fatores de transição que passam a valorização econômica de um bairro periférico).

Durante a pandemia, o canal do Patrick mostrou que as “budegas” realmente estão presentes no Bairro, enquanto se dirigia a 619 Decatur St, Brooklyn, NY 11233. Este é o endereço da casa e da rua em que o Chris Rock cresceu! No vídeo você pode ver as casinhas coladas umas às outras, de “brown stones” ou “tijolinhos”.

Eles tiveram a sorte de encontrar e entrevistar a atual dona da casa em que o Chris Rock viveu na infância, que pareceu um tanto impaciente com a quantidade de visitas que costuma receber, tendo em vista o montante de fãs que buscam esta experiência.


 

Youtube Canal do Patrick Lopes - O verdadeiro colégio Corleone.



No seriado, a mãe de Chris está sempre de olho para que ele seja bem sucedido e fique longe do crime, e por isso faz questão de que sua vida escolar seja levada a sério. O personagem estuda no Colégio Corleone.

O nome é fictício, mas proposital: se refere aos representantes da máfia siciliana nos Estados Unidos. Na vida real, a mãe de Rock era Professora e Assistente Social, e o colégio original tem o nome de James Madison High School. Está localizado num bairro mais distante, mais nobre e com melhor status na época.

Do endereço original de Chris até o colégio, as rotas de ônibus marcam cerca de 50 minutos hoje em dia. A rotina era de longo deslocamento para o único garoto negro da sala, assediado física e moralmente pelos alunos brancos.

O ambiente escolar hostil faz parte do dia a dia de Chris, o único negro na sala de aula. Apesar da pressão dos pais (Rosalie Rock e Julius Rock), Chris abandonou o Ensino Médio e, posteriormente, terminou seus estudos num sistema similar ao supletivo. Antes da fama, trabalhou em lanchonetes e fast foods.

Os brasileiros que fizeram questão de ver de pertinho a antiga casa do Chris Rock, concluíram que a Nova York nos anos 70 era muito diferente da cidade dos dias atuais.

Aliás, algumas matérias citam que o seriado não foi aclamado em nenhum lugar no mundo como foi e é até hoje no Brasil (já exibido pelo SBT, Rede Record e GloboPlay).

 

Imagem Reprodução Instagram

 

Desse fato resultou, inclusive, em manifestações do ator Tyler James Williams, direcionadas aos fãs brasileiros. Após “twittar” que amava o Brasil, o jovem recebeu uma enxurrada de mensagens de seus fãs brasileiros nas redes sociais (destacando as piadas relacionadas ao personagem e alusões aos jargões utilizados na série).

O ator chegou a ficar irritado, pedindo moderação aos brasileiros, pois teria que evitar o “spam” bloqueando os usuários em seu perfil. O que será que diria seu melhor amigo Greg (Vincent Martella) sobre a nação “trolladora” de fãs brasileiros?

 

  

 Referências

Canal Patrick Lopes Colégio Corleone
https://www.youtube.com/watch?v=CezaNvfjMhQ

Canal Patrick Lopes  Tour na Casa do Chris
https://www.youtube.com/watch?v=NAmxtmce6j4

Entretenimento R7
https://entretenimento.r7.com/pop/ator-de-todo-mundo-odeia-o-chris-ameaca-em-portugues-bloquear-fas-brasileiros-nas-redes-sociais-04102019

Eonline.com
https://www.eonline.com/news/1120452/55-fascinating-facts-about-chris-rock

Businessinsider.com
https://www.businessinsider.com/chris-rock-oprah-mother-hat-own-stedman-gayle-king-2011-4

 imdb.com
https://www.imdb.com/title/tt0460637/

 

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